Mulher guerreira – a força da mulher indígena Tupinambá

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Por Célia Santos e Lourdes Tavares

Essa é uma história de uma mulher indígena Tupinambá de Olivença que morava antes na aldeia de Acuipe, onde nasceu.

Agora ela mora em outra aldeia, que se chama Itapuã. Ela saiu da aldeia onde ela morava, em Acuipe, para procurar uma melhora para ela e para os filhos. Porque lá não tinha transporte, não tinha escola, tudo era difícil. Ela precisava andar uma hora e meia até o ponto para pegar ônibus. Muitas vez, grávida, com a barriga, tinha que andar isso tudo.

Quando ela mudou para Itapuã, eles viviam em barracas de plástico, porque era uma retomada. E hoje em dia ela mora na casa dela de taipa.

Ela tem seis filhos, dois netos e criou todos os seis sozinha. Além das filhos, criou também os irmãos trabalhando na roça.

Hoje a vida dela mudou um pouco, porque ela conseguiu o emprego de merendeira na escola da aldeia, mas continua trabalhando na roça.

Ela continua criando os filhos sozinha, porque o pai abandonou e nunca deu nada, nunca ajudou.

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3 COMMENTS

  1. Aplaudo este bravo povo nativo deste imenso país, o meu, o deles, o nosso amado Brasil! meu mais profundo desejo é que eles, os nativos, conquistem mais espaços em todas as áreas do mercado brasileiro. apelo com urgência para o Congresso Nacional, o atual ou o que está por vir, para renovar a atual Constituição dando mais espaço para eles.

    um abração,

    Rosevalleé du montpellier.

    • Olá Rose,
      Mais importante que lugar no mercado de trabalho, é a liberdade de viver da forma que desejar. De viver fora dele. De viver a própria cultura, e não ser obrigado a se adequar à cultura capitalista, onde o mercado é a única forma de sobrevivência.
      O mercado oprime e obrigada todos a se encaixar a ele. É isso que tem prejudicado tantos povos, tantas culturas.
      Vamos pensar e desejar mais do que se encaixar nesta estrutura que está nos oprimindo!!
      Joana

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